Formas de autocuidado

Ler um livro ou assistir a um filme é, para mim, uma experiência sensorial. Mais do que acompanhar uma história, capto os sentimentos que a narrativa transmite. Muitas vezes, percebo que críticas e comentários especializados se distanciam do impacto emocional que determinada obra me causa.

Recentemente, me lembrei de um livro que me marcou profundamente: Feliz Ano Velho

O título já me intrigava. Na época, acompanhava a história da família Paiva e fiquei impressionada com o drama vívido pelo autor - um jovem universitário, talentoso no violão que  vê sua vida transformada significativamente ao se tornar tetraplégico. Como lidar com essa ruptura abrupta?

O impacto do acidente, o choque inicial, os desafios da nova realidade e a luta da mãe – já marcada pelo desaparecimento do marido, tema do livro Eu ainda estou aqui.

Uma passagem, em especial, me marcou. Em um dos momentos mais revoltados do livro, Marcelo questiona, quase em um monólogo, por que sua mãe nunca o alertou sobre o perigo de mergulhar em um lago raso. Se ela tivesse alertado, talvez o acidente não ocorresse.

Fiquei paralisada - como mãe de três filhos adolescentes, esse trecho me atingiu em cheio. Como é possível antecipar e prevenir todos os riscos que cercam nossos filhos? Como equilibrar o instinto com um protetor

O Podcast de hoje, trata disse, memórias que contribuem para falar sobre o autocuidado em qualquer das situações da vida. Aqui traço um paralelo com situações que a maioria das pessoas com algum tipo de transtorno ou dificuldade possa ter.

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Nise da Silveira

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